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TRIUNFO DA PERSEVERANÇA VARZINISTA CONTRA O "ANTIFUTEBOL"LECEIRO
Justiça no marcador tardou mas chegou
Quem porfia, sempre alcança. Desta máxima fez nesta 1ª jornada o Varzim o seu lema e consegiu em reduzidos seis minutos, visar o objectivo que vinha perseguindo há 84 minutos. Nem sempre bem, com aquela clarividência e fluidez que ao princípio até prometia, mas a verdade é que o simples empate seria uma tremenda injustiça para a formação da casa.
O encontro foi quase exclusivamente disputado em um terço do terreno: o correspondente ao espaço próximo da área leceira. É que dali quase não saíram as onze unidades (mais tarde dez, após a expulsão de Márcio Luís) do Leça, numa atitude de perfeita e envervante passividade.
Desde o começo, a iniciativa pertenceu ao Varzim, que procurou alcançar o golo madrugador. O Leça, também desde cedo, revelou os seus propósitos: cerrar os dentes, meter "trancas à porta" (sistema certamente inspirado no treino de conjunto realizado na passada quinta-feira (17AGO00), à porta fechada) e sacar pelo menos um pontinho fora de casa.
Volvidos cinco minutos, Artur Jorge e Mendonça (curiosamente os autores dos golos varzinistas) criaram perigo para a baliza de Chris, mas o fulgor inicial foi decaindo com o decorrer do tempo e a última oportunidade flagrante na primeira parte registou-se aos 14 minutos.
O "ferrolho" leceiro resultava em pleno, enervando e retirando lucidez ao adversário, sem espaços de penetração e a sofrer alguma crise de imaginação. O jogo passou por um período de equilíbrio e aos 33 minutos o Leça desfrutou da primeira das duas únicas soluções claras de golo em todo o encontro, desperdiçada por Garrocho. A segunda foi aos 66 minutos, com Geroge Jardel, isolado, a falhar displicentemente.
O teor da partida em nada se alterou na segunda mtade. O Varzim tomou de assalto o meio campo adversário e o Leça, já com menos uma unidade, "acampou" junto à sua grande área, rechaçando qualquer suspeito sinal de perigo. Com os nervos à "flor da pele" e o tempo a esgotar-se, já poucos acreditavam numa falha da "muralha" leceira. Só que aos 84 minutos Mendonça encontrou um "buraco" e, de cabeça, inaugurou o marcador. Em desespero de causa, Joaquim Teixeira mandou avançar a equipa e, em contra-ataque, Artur Jorge confirmaria um sofrido mas muito merecido triunfo.
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FICHA DO JOGO |
Data: 20-08-2000 | |||||||
Estádio do Varzim. |
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ÁRBITRO: Luís Miranda (Lisboa) |
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AUXILIARES: José Silva e José Borges |
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4.º ÁRBITRO: Hélder Tavares. |
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Varzim |
2| |
0 |
Leça |
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12 |
Litos |
Chris |
1 |
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7 |
Paulo Filipe |
Isaías cap. |
5 |
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3 |
Alexandre cap. |
Mesquita |
17 |
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25 |
Tozé |
Justiniano |
3 |
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6 |
Marco Abreu |
René Vivas |
4 |
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8 |
Gilmar |
Sardinha |
27 |
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2 |
Margarido |
John |
30 |
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4 |
Moisés |
Márcio Luís |
21 |
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22 |
Toni Vidigal |
George |
8 |
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14 |
Mendonça |
Garrocho |
23 |
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9 |
Artur Jorge |
Topas |
7 |
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AO INTERVALO: 0-0. |
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Horácio Gonçalves |
TREINADORES |
Joaquim Teixeira |
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Miguel, Zé Pedro e Rui André. | |
NÃO UTILIZADOS | |
Jovanovic, Domingos, Cardoso e Gomes.| |
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SUBSTITUIÇÕES: Garrocho por Marco Almeida (46 m), Tozé por Marco Freitas (46 m), Moisés por Bruno Novo (63 m), John por Sabugo (67 m), Sardinha por Catarino (86 m) e Toni Vidigal por Ribeiro (87 m). |
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MARCADOR(ES): 1-0, por Mendonça (83 m) e Artur Jorge (90 m). |
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DISCIPLINA: Cartão amarelo para Márcio Luís (26 e 31 m), René Vivas (43 m), Mesquita (90 m) e Isaías (90 m). Cartão vermelho a Márcio Luís (31 m), por acumulação de amarelos. |
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